My Poems, Uncategorized

My not enoughness

Sometimes I am not enough
Short of temper, patience, courage, and energy
And…
Full of vulnerability, insecurity, weakness, and doubt
But…
In those dark sometimes, it comes to my mind
The greater than life models that shape me
From the distance of the stars
The light that crosses a million miles
Dims the turmoil of my littleness
And for that day
I can survive my not enoughness

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Pai-árvore

Nasceu em berço de primavera
Fonte de rebentos florescentes
Chamaram-lhe Pai-árvore
Mudava de cores em cada estação

Hirto para suportar o peso dos seus frutos
Flexível aos ventos que lhe estremeciam os ramos

A terra alimentou-lhe as raízes
Ano após ano, cada vez mais forte
Num mutável florir de folhas verdejantes
Saciava a sua sede numa serpente fluvial

A erosão foi-o desgastando
Ano após ano, cada vez mais débil
Esquecendo-se lentamente do tempo
Padeceu em leito de primavera

Mas a sua presença nos aflora
A cada dia que passa
O Pai-árvore se manifesta
Com o ar da sua graça