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Pai-árvore

Nasceu em berço de primavera
Fonte de rebentos florescentes
Chamaram-lhe Pai-árvore
Mudava de cores em cada estação

Hirto para suportar o peso dos seus frutos
Flexível aos ventos que lhe estremeciam os ramos

A terra alimentou-lhe as raízes
Ano após ano, cada vez mais forte
Num mutável florir de folhas verdejantes
Saciava a sua sede numa serpente fluvial

A erosão foi-o desgastando
Ano após ano, cada vez mais débil
Esquecendo-se lentamente do tempo
Padeceu em leito de primavera

Mas a sua presença nos aflora
A cada dia que passa
O Pai-árvore se manifesta
Com o ar da sua graça

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